domingo, 12 de setembro de 2010


Assim é Minha Vida

Meus deveres caminham com meu canto.
Sou e não sou: é esse meu destino.
Não sou, se não acompanho as dores
dos que sofrem: são dores minhas.

Porque não posso ser sem ser de todos,
de todos os calados e oprimidos.
Venho do povo e canto para o povo.
Minha poesia é cântico e castigo.
Me dizem: "Pertences à sombra".
Talvez, talvez, porém na luz caminho.

Sou o homem do pão e do peixe,
e não me encontrarão entre os livros,
mas com as mulheres e os homens:
eles me ensinaram o infinito.

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